segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Uma ideia para o Barreiro




Fica aqui a transposição de uma ideia para o Barreiro, publicada no Jornal do Barreiro, e que transmite a visão do iBikeBarreiro.

Maior mobilidade, maior interatividade

Isto SIM!!!


Isto NÃO!!!!!!



A minha visão é a de uma cidade com maior mobilidade e mais interativa para os cidadãos, trocando o número de carros por infraestruturas para quem anda a pé ou de bicicleta.
Vejo um Barreiro onde se pode ir a todo o lado a pé, de bicicleta ou TCB, em segurança e com conforto, com passeios largos e sem obstáculos, sem pilaretes, sem painéis de publicidade, sem estacionamento generalizado, com espaço para passar mesmo com paragens de autocarro.
Vejo o fim do estacionamento ilegal generalizado a bloquear quem mais precisa do passeio. Haveria estacionamentos para as bicicletas e faixas cicláveis, onde a circulação de velocípedes seria privilegiada.
Ganhava-se espaço, tempo e silêncio. Trocaria estacionamentos por jardins, e sons de escape por sons de crianças a brincar na rua sem medo de atropelamentos. O ar seria mais puro, haveria mais contacto humano, mais comércio local, proximidade com a cidade e o rio, menos fronteiras, e redução da despesa.
Os estudantes iriam de bicicleta para escola, deixando-as em estacionamentos apropriados, em vez de atravessar um estacionamento sem iluminação, sem passeios e longe da paragem do autocarro. Acabaria com o mar de automóveis no terminal fluvial, estacionando a bicicleta a 80 metros ou menos da estação.
Para ir beber um café no centro, estacionaria em frente ao estabelecimento, em vez de desperdiçar tempo, combustível e espaço para andar à procura de um lugar.
Precisamos de uma mudança de mentalidade e uma abertura para experimentar alternativas. A cidade é um espaço para viver e não uma passagem entre estacionamentos.

Nuno Paulino,
membro do projecto "I Bike Barreiro".


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aproxima-se o Passeio Ferroviário em Bicicleta



No dia 16 de Setembro, Domingo, vai efectuar-se mais uma iniciativa iBikeBarreiro: o passeio de bicicleta pelo património ferroviário do Barreiro.

O passeio é organizado em parceria com o Movimento Cívico para a Salvaguarda do Património Ferroviário do Barreiro e passará pelo património existente no concelho, com paragem em cada ponto para uma explicação e contextualização.

Pretende-se assim mostrar como de bicicleta é possível um contacto mais próximo com a cidade e valorizar o que esta tem de mais histórico.

O local de partida é [[AQUI]] na estátua Alfredo da Silva (Av. Alfredo da Silva ao lado do Mercado Municipal).

A data de encontro é às 10h do dia 16 de Setembro. A participação é livre e gratuita.

 
A organização conta ainda com o apoio da Junta de Freguesia do Barreiro, e se for necessário emprestar bicicletas para o passeio contactem o iBikeBarreiro.



Para mais informações: ibikebarreiro@gmail.com

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Estacionamento de forma segura


Com o aumento de circulação e estacionamento de bicicletas, aumenta o risco de roubo.

As regras fundamentais passam por:
  • Escolher bem o local
  • Utilizar cadeados adequados (em U ou corrente de elos grossos)
  • Prender o quadro e ambas as rodas


O tipo de cadeado depende da utilização:
  • Durante 10 minutos para entrar numa loja:  um cadeado simples poderá servir.
  • Maior protecção? Investir num U-lock.
  • Estacionar mais do que alguns minutos? Investir num U-lock.
  • Para estacionar durante muito tempo no exterior? Investir num bom (caro) cadeado U-lock e um bom cabo ou corrente (que não dê para cortar facilmente). 

 

 Como prender a bicicleta


A forma do equipamento em U invertido é mais confortável porque permite colocar dois cadeados que prendem simultaneamente o quadro e cada uma das rodas (ver exemplo da fotografia).


O tipo de cadeado também é fundamental, e a qualidade deve ser proporcional ao valor trancado. Para o quadro convém ser um bom cadeado, para a roda pode ser um menos forte, e para o selim pode ser um cadeado fino e simples. O objectivo é desmotivar a tentativa de roubo.


Seguem exemplos de como prender a bicicleta:



 


 Bons cadeados


Exemplos de cadeados fortes (em U ou correntes de elos grossos):
Kryptonite New York Fahgettaboudit U-lock, $89.95



Kryptonite New York Chain With EV Disc Lock 3-feet 3-inch Chain, $79.95

Pessoalmente utilizo um cadeado destes na roda traseira:




Recomendamos a leitura atenta deste link na [[Velocipédi@]]

Seguem links com mais informação sobre como estacionar.
http://www.escoladebicicleta.com.br/estacionamento.html
http://www.ecodesenvolvimento.org/voceecod/saiba-como-prender-sua-bicicleta-de-forma-segura
http://lifecycl.es/?p=852 (em inglês)

Como NÃO prender a bicicleta

Seguem MAUS EXEMPLOS! Repito, exemplos de como NÃO FAZER!!!

Prender o quadro é fundamental.
Mas convém prender as rodas para além do quadro:

Alguns estacionamentos são convidativos a prender apenas a roda da frente:




Cadeados pouco sérios

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Novo estacionamento no Fórum Barreiro


Depois do Terminal, foi a vez do Fórum Barreiro actualizar as infraestruturas do estacionamento de bicicletas, passando uma estrutura prática e sólida:
  • O "entorta-rodas" foi substituído por uma estrutura em U invertido defendida pelo iBikeBarreiro
  • Fica num local de passagem e visível (e abrangido pela vigilância dos seguranças)
  • Está devidamente assinalado

Em menos de dois meses, o centro da cidade ganhou infraestruturas em dois pontos centrais onde as bicicletas confluem ([[ver aqui]]).

Em ambos os casos o iBikeBarreiro participou com as suas sugestões e forneceu toda a informação que que achava mais adequada para este tipo de infraestruturas. Acreditamos que é esta abordagem construtiva que nos permite ser escutados.

Fica aqui o agradecimento público à gestão do Fórum Barreiro pela iniciativa e cuidado dispendido na solução implementada.

Entretanto continuaremos os nossos contactos e convites para que mais estacionamentos surjam no concelho. Se quiser colocar estacionamentos mas tem dúvidas sobre como fazê-lo ou que opções existem, ou se sente necessidade de estacionar ou tem sugestões para novos locais, estamos aqui para ajudar.


Como seguir este exemplo?

O iBikeBarreiro reuniu e disponibilizou uma lista de fornecedores de equipamento urbano, acompanhado de um parecer sobre quais achamos serem os equipamentos mais adequados. 
Podemos passar essa lista a qualquer pessoa que nos contacte ( ibikebarreiro@gmail.com )
Para além disso, a FPCUB disponibiliza um documento técnico de como instalar este tipo de equipamentos [[AQUI]] (pdf), que aconselhamos a seguir.


No total, são oferecidos lugares para 28 bicicletas (imaginem o espaço para colocar 28 automóveis?!)

A sinalização é explicíta, sendo os lugares reservados a velocípedes, e o estacionamento é gratuito.

Fica em propriedade do Fórum, e esta é vigiada pela segurança do centro comercial. É um local de passagem com muita visibilidade.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cicloficina de Agosto


Trabalhou-se no passado Domingo. E as lições vão ficando e cada vez há mais autonomia...


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cicloficina mensal no Eco-moinho





No próximo dia 5, o primeiro Domingo de Agosto, vai decorrer mais uma cicloficina no Eco-Moinho do Jim.

Estaremos lá das 10h-12h, prontos a ajudar a afinar travões, mudanças, etc.


Para quem não conhece, o moinho é este



E fica aqui um link para a localização:[[ Encontra-nos aqui ]]

 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sugestões para o Barreiro - Bicicletas e escadas na via pública

Repescado de um post que coloquei noutro blog, a propósito de uma foto no facebook sobre bicicletas e escadas:

"[...] a questão de como passar o túnel da Rua Miguel Bombarda:

Para quem é menos afoito, a solução é utilizar a rampa para carrinhos de bebé e cadeira de rodas. Não é uma solução má não fora o passeio estreito e murado (com peões) para chegar à rampa. E quando não houver rampas e apenas escadas?

Um exemplo são as "novas" estações de caminho de ferro do Lavradio e Baixa da Banheira, que dividem zonas urbanas. Disponibilizam acessos para atravessar a linha de caminho de ferro através de escadas e elevadores.

Eu já utilizei uma vez a estação do Lavradio, e os elevadores estavam fora de serviço. Carregámos as bicicletas vários lanços de escada acima e abaixo. Os elevadores são uma solução técnica complicada, com manutenção cara, lenta, e limitada. Especialmente na presença de peões que realmente não têm outra opção, e que são os destinatários dos elevadores (estes têm uma guerra muito maior e mais desigual que os ciclistas urbanos).
Elevadores não são para bicicletas, especialmente se houver muitas. Uma bicicleta num elevador rouba espaço a uns três ou quatro peões. Que outra opção?

Entretanto este fim de semana encontrei uma solução na passagem pedonal em Belém (para quem quiser passar por baixo das avenidas e da linha de comboio) destinada a quem quiser utilizar as escadas levando a bicicleta pela mão:



Esta solução é bastante comum mas por alguma razão estava esquecida aqui num canto do cérebro. Funciona em qualquer altura do ano, é bastante robusta, atrapalha pouco quem quiser utilizar o corrimão deste lado da escada, e é uma solução bastante mais económica.


Esta opção vive do senso comum (tantas vezes ausente)  expresso no artigo 104 alínea b) do Código da Estrada:

Artigo 104.º (1) Equiparação

É equiparado ao trânsito de peões:
a) ...
b) A condução à mão de velocípedes de duas rodas sem carro atrelado e de carros de crianças ou de pessoas com deficiência;
c) ...
d) ...
e) ...
f) ...

Na prática, uma bicicleta pela mão consegue ir onde consegue ir um peão. No caso das escadas bastava a pequena ajuda da foto."


terça-feira, 24 de julho de 2012

Regulamentos para transporte de bicicletas


O uso da bicicleta como transporte de comutação têm crescido imenso nos últimos anos, o que têm criado a necessidade de actualizar interfaces, estacionamentos e infraestruturas que permita uma intermodalidade com os diversos transportes.

Outro aspecto que tem evoluído e tem sido frequentemente actualizado, são os regulamentos para o transporte de bicicletas em transportes públicos urbanos.

Ficam aqui 2 exemplos de duas redes de transportes onde o uso da bicicleta está disseminado e integrado na comutação.

A rede de transportes de Londres é das mais complexas, mais integradas, e mais intensas.

No site de TFL é possível encontrar as instruções para os transportes de bicicletas nos diversos meios [[neste link]]





Algumas notas importantes destacam-se:

  • A distinção entre bicicletas dobráveis e não dobráveis é clara. As primeiras estão sujeitas a regras menos restritas que as últimas
  • Nos metro, bicicletas dobradas são aceites sempre a qualquer hora. Já nos autocarros, é deixado à consideração do condutor, que deverá aplicar o mesmo critério que aplica para cadeiras de rodas e bagagem volumosa
  • No Docklands Light Railway, só são aceites bicicletas dobráveis, que estejam dobradas e contidas num [[invólucro ]]. Bicicletas não dobráveis parecem estar excluídas.
  • Para os comboios de superfície (Overground) as regras desmultiplicam-se. Há limites para as bicicletas dobradas, e bicicletas não dobráveis são autorizadas apenas em alguns percursos e horários.
  • Se houver manutenção e os comboio forem substituídos por autocarros (que é frequente) as bicicletas não entram nos autocarros. A consulta do site da TFL antes de sair de casa para saber o estado das linhas é um hábito promovido e publicitado.
  • No Tram, é explicitamente dito que não é preciso colocar a bicicleta dentro de um saco, mas só aceitam bicicletas dobradas.
  • O rio Tamisa é estreito, e pessoalmente não sei se os serviços de transporte fluvial são muito usados, mas não impõe nenhum limite de transporte de bicicletas. No entanto, estes barcos não são transporte para "commuters". São um serviço que funciona já dentro do centro da cidade, e não é comparável aos transportes fluviais em Lisboa, que são transportes de comutação dos subúrbios para o centro.
Para os serviços de transporte ferroviário, as regras variam com o operador e circuitos. Embora não seja do TFL, neste [[link]] estão listadas as restrições. É uma leitura longa, mas duas notas de destaque:
  • Distinguem entre dobráveis e não dobráveis
  • Explicam em cada situação, as condições disponíveis para o transporte.
Mais informação [[aqui]]. Para os ferrys têm [[este link]] onde há conceitos como reserva e limite de peso de bagagem.



Finalmente, o exemplo Holandês, onde a bicicleta está vulgarizada. Tirado do [[site do NS]], são claramente explicadas as condições de transporte de bicicletas dobráveis e não-dobráveis:
  • A bicicleta pode ser transportada no comboio apenas fora dos horários de pico. Horários de pico são nos dias úteis das 06:30 h às 09:00 h e das 16,30-18,00. Esta restrição não se aplica aos fins de semana, feriados ou em Julho e Agosto.
  • Bicicletas devem ser colocadas nas áreas dedicadas no comboio, reconhecíveis pela etiqueta do lado de fora do comboio.
  • Se não há espaço na área de bicicleta para a sua bicicleta, a equipa do NS detém o direito de lhe pedir para tomar um comboio mais tarde.
  • Antes, durante e após a viagem o passageiro é responsável pela sua bicicleta. NS não é responsável pela perda ou dano da bicicleta (excepto no caso de negligência por parte do NS).
  • NS não pode segurar ou providenciar o seguro de sua bicicleta.
  • Qualquer bagagem (incluindo sidebags) deve permanecer na bicicleta.
  • Os Bicicletas e outros meios de transporte equipados com um motor de combustão não são permitidos no comboio por razões de segurança.
  • O passageiro não tem permissão para levar reboques para bicicletas no comboio.
  • É proibido usar a bicicleta nas estações e nas plataformas.

Bicicletas dobráveis ​​podem ser transportados como bagagem de mão gratuitamente, nas seguintes condições:

  • A bicicleta deve estar dobrada de uma forma compacta em todos os momentos.
  • A bicicleta dobrável não deve impedir os outros passageiros ou obstruir os corredores a qualquer momento.
  • As bicicletas dobráveis ​​não podem ser colocadas nas prateleiras porta-bagagens.
  • Se na opinião do chefe da guarda a bicicleta dobrável está a causar um incômodo ou perigo, o passageiro pode ser obrigado a deixar o comboio com a bicicleta.